Antecipando a publicação da entrevista sobre o projecto Blackground, achei importante colocar novamente o post sobre o mesmo álbum, mas com algumas alterações importantes.
Antes mesmo da grande jornada empreendida pelo Duo Ouro Negro nos Estados Unidos da América, nasceu a vontade de criar um projecto dedicado às raízes da Música Africana. Assim em 1971 nasceu o projecto mais ambicioso de sempre, o Blackground!
Esse álbum incluía temas africanos com várias influências musicais, fruto da aculturação que o próprio Homem Negro fez nos países para onde foi levado.
O disco contou com a participação dos bem conhecidos “Objectivo”, Kevin Hoidale (teclados) e do Zé Nabo (Baixo); Adrian Rainsy (Bateria), e James Thomas (Viola Eléctrica). Adrian Rainsy juntamente com Kevin Hoidale e João Ramos Jorge (Rão Kyao) foram "colegas nos "The Brigde". (revisto)
Estávamos a viver os tempos áureos da música Rock em Portugal, e o Duo Ouro Negro aderia ao movimento psicadélico, com sons nunca antes tocados.
Nesse mesmo ano, acabavam por estrear em Vilar de Mouros, ao lado de artistas como Elton Jonh, Amália Rodrigues, Quarteto 1111, entre tantos outros, o espectáculo com o mesmo nome “Blackground”.
Mas Portugal não estava preparado para tal, viviam-se tempos de censura, e não foi visto com bons olhos que as grandes vedetas do cançonetismo dessem um exemplo de conciencialização para o orgulho do Homem Negro. A partir daqui o Duo passou a ser alvo de forte censura nos seus espectáculos, rumou mais para a América e Ásia, voltando, dez anos depois a editar um novo Blackground, acompanhado de conjunto de artistas invejável. Ficou para a posterioridade aquilo que se julgava impensável, esta foto de Vilar de Mouros, de Lobo Pimentel Jr.