sexta-feira, abril 20, 2007

Blackground em Vilar de Mouros

Antecipando a publicação da entrevista sobre o projecto Blackground, achei importante colocar novamente o post sobre o mesmo álbum, mas com algumas alterações importantes.

Antes mesmo da grande jornada empreendida pelo Duo Ouro Negro nos Estados Unidos da América, nasceu a vontade de criar um projecto dedicado às raízes da Música Africana. Assim em 1971 nasceu o projecto mais ambicioso de sempre, o Blackground!

Esse álbum incluía temas africanos com várias influências musicais, fruto da aculturação que o próprio Homem Negro fez nos países para onde foi levado.

O disco contou com a participação dos bem conhecidos “Objectivo”, Kevin Hoidale (teclados) e do Zé Nabo (Baixo); Adrian Rainsy (Bateria), e James Thomas (Viola Eléctrica). Adrian Rainsy juntamente com Kevin Hoidale e João Ramos Jorge (Rão Kyao) foram "colegas nos "The Brigde". (revisto)

Estávamos a viver os tempos áureos da música Rock em Portugal, e o Duo Ouro Negro aderia ao movimento psicadélico, com sons nunca antes tocados. Nesse mesmo ano, acabavam por estrear em Vilar de Mouros, ao lado de artistas como Elton Jonh, Amália Rodrigues, Quarteto 1111, entre tantos outros, o espectáculo com o mesmo nome “Blackground”.

Mas Portugal não estava preparado para tal, viviam-se tempos de censura, e não foi visto com bons olhos que as grandes vedetas do cançonetismo dessem um exemplo de conciencialização para o orgulho do Homem Negro. A partir daqui o Duo passou a ser alvo de forte censura nos seus espectáculos, rumou mais para a América e Ásia, voltando, dez anos depois a editar um novo Blackground, acompanhado de conjunto de artistas invejável. Ficou para a posterioridade aquilo que se julgava impensável, esta foto de Vilar de Mouros, de Lobo Pimentel Jr.

Blackground.mp3

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9 Comments:

Anonymous Guernica said...

Simplesmente Fantástico.

21 de abril de 2007 às 12:31  
Blogger Ó said...

Sem dúvida. E a música Blackground é o fio condutor do post que se irá seguir.

Abraço

22 de abril de 2007 às 12:41  
Blogger bissaide said...

Que grande disco, de facto!

Uma dúvida e uma correcção: será que a edição do disco é mesmo de 1971? Tenho o LP com data de 1974, e nunca vi nenhuma edição anterior (a própria numeração de catálogo bate certo com 1974).

Quanto a Adrien Ransy, trata-se do baterista belga que fizera parte do Quinteto Académico e do Conjunto João Paulo, entre outras formações.

24 de abril de 2007 às 10:28  
Blogger bissaide said...

Já agora, uma dúvida em relação a um dos primeiros posts: qual é o 1º LP do Duo Ouro Negro, anterior portanto ao "Mulowa Afrika", de 1967?

24 de abril de 2007 às 10:36  
Blogger Ó said...

Olá.
A capa do disco que apresento é de 1974, ou seja a re-edição de 1971. Esse disco foi re-editado ainda em 1985 após a morte do Milo, com a mesma capa de 74.
Tenho a foto da capa de 1971, mas não é apelativa ao festival de Vilar de Mouros, daí não ter colocado.
Foi lapso meu relativamente ao Adrien. Ele e João Ramos Jorge (Rão Kyao) pertenceram ambos aos "The Bridge" e daí a confusão que fiz. Obrigado pela correcção.

Em resposta ao 1º LP do Duo, a data é 1966, com o nome "O Espectáculo é Ouro Negro", que irei falar também um dia destes aqui no blog, com uma entrevista que possuo.
Esse LP foi re-editado em 1974 também, com outra capa, a propósito da digressão pela Ásia.

Grande abraço.

24 de abril de 2007 às 11:58  
Blogger bissaide said...

Então existe de facto edição de 1971, o que já me fazia duvidar. Gostava imenso de conhecer essa capa, já que apenas possuo as de 1974 e 1985 (iguais, como referes). Presumo que a referência de catálogo da edição de 1971 seja diferente da de 1974. O alinhamento é o mesmo, pela mesma ordem?

Tenho a reedição de "O Espectáculo É Ouro Negro", mas com data de 1972 (LP Columbia 8E 046 40226). Há outra em 1974? O de 1966 não tenho, mas agora surgiu-me nova dúvida: sendo o alinhamento igual na 1º edição e na reedição de 1972, há um tema com data de 1967, a "Valsa do Vaqueiro". Será que a 1ª edição de "O Espectáculo É Ouro Negro" o trazia como avanço do EP que iria sair no ano seguinte?

Abraço

24 de abril de 2007 às 15:38  
Blogger Ó said...

A referência não sei, mas a capa é bastante bonita. É uma pintura do Eleutério Sanches. Envio para o email.
Quanto ao alinhamento tenho quase certeza que é o mesmo, mas vou tentar confirmar.

Quanto ao "Espectáculo", tinha ideia que o disco era de 74, mas só confirmando também.
A Valsa do Vaqueiro é a única música que aparece no LP de 66, sendo o EP editado no ano seguinte (67).
Atenção que o LP saiu no final de 66, daí a diferença em tempo ser muito pouca. Tanto com o EP como com o LP "Mulowa".
Cuidado com as reedições em CD da EMI, porque de vez em quando falham os anos.

Abraço

24 de abril de 2007 às 15:51  
Blogger bissaide said...

É verdade, não se pode confiar cegamente nas datas dos CD's da EMI... Já recebi a capa por mail, obrigado. Vou mandar a que tenho da reedição do "Espectáculo".

Abraço

25 de abril de 2007 às 11:45  
Anonymous Anónimo said...

há dois Blackground: um da Valentim de Carvalho e outro da Movieplay, sendo que o de 1974 é registo ao vivo.

Os Objectivo já têm a obra redditada em vinil pirata

M

30 de setembro de 2009 às 21:23  

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