sábado, março 22, 2008

Recordar os tempos do "Trio"

Entre 1961 e 1963 o Ouro Negro foi constituído por 3 elementos, Raul Aires Peres, Milo Vitória Pereira e José Alves Monteiro, mais conhecido por Gin.

Ao longo desses anos foram gravados 5 EP’s, folclore Angolano na sua maioria, imortalizando para sempre versões de Ana N’Gola Dilenué, Kolonial, Cidrálea, Palamiê, Birin Birin... mas também temas como Garota, o célebre Mãe Preta de Piratini e Caco Velho e até a magnífica canção francesa Non, Je Ne Regrette Rien.

Para relembrar estes tempos do José Alves Monteiro, escolhi o tema Txakuparika, que corresponde ao 4º disco gravado pelo Trio em 1962. Para quem não sabe, Txakuparica é uma região do Bailundo, localizado no Planalto Central, zona rica e fértil de Angola.

Mais palavras para quê, importa neste momento recordar esta actuação ao vivo para a RTP, na Feira Popular de Lisboa, corria o ano de 1963.

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2 Comments:

Anonymous Sud Express said...

Caro amigo,
Nunca estive em Moçambique, Angola ou outra das ex-colónias portuguesas. No entanto sempre senti grande afinidade com esse grande continente chamado África (e infelizmente tão maltratado). Mas não quero falar disso agora porque não é a altura nem o lugar. Quero apenas dizer o quanto "todos nós" estamos que lhe estar grato por fazer chegar até nós o Duo(Trio) Ouro Negro. Sou um grande fã desses homens que tanto nos deram e deixaram. Apenas quero dar-lhe um "grande Obrigado" por os relembrar e também os dar a conhecer às gerações que nunca ouviram falar deles...
António Serra

23 de março de 2008 às 19:47  
Blogger Ó said...

Boa noite.
Antes de mais palavras, o meu muito obrigado por visitar este espaço que no fundo é de todos "nós".
O Ouro Negro marcou a história da música para sempre, e sobretudo escreveu uma página muito relevante sobre a cultura Afro-Europeia, a tal África Latina.
A prova disso é que o amigo, permita que assim o trate, mesmo sem conhecer África, tenha compreendido a mensagem que o Raul e o Milo pretendiam transmitir através da sua música.
É muito importante que toda a obra que nos foi legada não se perca com o tempo, mas sim, que seja relembrada e até utilizada pelos novos músicos.

Um abraço.

24 de março de 2008 às 20:56  

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