domingo, dezembro 20, 2009

Procura-se José Alves Monteiro

Recentemente fui contactado, com o propósito de saber notícias de José Alves Monteiro, o elemento que fez parte do Trio de 1961 a 1963.
O email escrito em castelhano, pedia-me encarecidamente notícias de seu pai, pois há muitos anos que lhe perdera o rasto. Dois dos filhos de José Alves Monteiro, são Escandinavos e por lá vivem, nascidos durante a sua estada por aqueles países do Norte de Europa na década de 60.
As últimas notícias davam conta que este se encontrava em Angola, para o caso da notícia chegar até lá, peço que estabeleçam a ponte com este Blog. Com certeza fariamos duas pessoas muito felizes, sobretudo na quadra que se aproxima.
Boas Festas a todos.

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sábado, março 22, 2008

Recordar os tempos do "Trio"

Entre 1961 e 1963 o Ouro Negro foi constituído por 3 elementos, Raul Aires Peres, Milo Vitória Pereira e José Alves Monteiro, mais conhecido por Gin.

Ao longo desses anos foram gravados 5 EP’s, folclore Angolano na sua maioria, imortalizando para sempre versões de Ana N’Gola Dilenué, Kolonial, Cidrálea, Palamiê, Birin Birin... mas também temas como Garota, o célebre Mãe Preta de Piratini e Caco Velho e até a magnífica canção francesa Non, Je Ne Regrette Rien.

Para relembrar estes tempos do José Alves Monteiro, escolhi o tema Txakuparika, que corresponde ao 4º disco gravado pelo Trio em 1962. Para quem não sabe, Txakuparica é uma região do Bailundo, localizado no Planalto Central, zona rica e fértil de Angola.

Mais palavras para quê, importa neste momento recordar esta actuação ao vivo para a RTP, na Feira Popular de Lisboa, corria o ano de 1963.

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quinta-feira, maio 10, 2007

Ouro Negro na Exposição "No Tempo do Gira-Discos"

A música portuguesa não foi esquecida!

A prova disso é a exposição organizada pelo Museu da Música, com cerca de 200 discos de vinil (LP's, singles e Ep's) que contam um pouco da história da música gravada no nosso país entre a década de 60 e 80.

Nomes que vão desde a música de intervenção, como José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, até ao rock de outros tempos com Os Ekos, Os Conchas, Sheiks...

O Ouro Negro também não foi esquecido, e está presente com o EP Garota, no tempo do Trio, acompanhados pela orquestra de Joaquim Luís Gomes. Lembro que este disco alcançou um grande sucesso em Portugal, não apenas com o tema que intitula o EP, mas sobretudo com o célebre Mãe Preta. Seguindo os ritmos que se ouviam pela Europa, foi ainda incluído um tema Turco, Uska Dará, que tiveram a ideia de gravar, após a brilhante actuação em Estocolmo com a Eartha Kitt.

A exposição estará até 23 de Junho no Museu da Música (estação de Metro do alto do Moinhos em Lisboa).

Venham mais iniciativas destas.

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quarta-feira, setembro 13, 2006

Trio Ouro Negro


Para muitos de vós o nome Trio Ouro Negro não é completamente desconhecida. Seria provável que para primeiros posts eu escrevesse sobre o Duo e não o Trio, mas julgo que é pertinente deixar algumas considerações. Como sabemos, Raúl e Milo vieram para Portugal em 1959, depois de terem assinado um contrato com um empresário português (Ribeiro Belga) que viu a sua brilhante actuação em Luanda. No entanto pouco se sabe acerca da formação original do grupo. Há quem defenda que foi um quinteto, um trio, mas o que sempre foi verdade é que, estes dois músicos foram os fundadores indiscutíveis do Ouro Negro. Amigos de infância, Raúl e Milo reencontram-se no Norte de Angola numa estação de caminho de ferro algures entre Malange e Carmona (actual Uíge), e assim numa festa, casualmente pegaram nos seus violões e tocando umas músicas, deixaram o público espantado com a sua habilidade. É provável que se tenham entretanto junto outros membros, ou "acompanhantes", mas a formação inicial é a do Duo. José Alves Monteiro, mais conhecido por Gin, foi então um dos que terá integrado o conjunto em 1961, quando Milo e Raúl foram a Angola actuar, após o mega sucesso em Portugal. Estes gravaram 5 Extended Play (EP), com 4 músicas cada um. Entre elas a célebre Mãe Preta de Piratini e Caco Velho do Brasil, Garota, e sobretudo muito folclore de Angola, tal como Ana Ngola Dilenué, Rebita, Cidrálea, Palamiê... Algumas destas são composições ou arranjos dos Ngola Ritmos do grande (Liceu) Vieira Dias. Entretanto o 3º elemento deixou o Trio... A versão que ouvi toda a minha infância, contada pelo meu falecido "Tio" Jorge (que vivia em Portugal naquela época, e que os viu actuar várias vezes), foi de que esse mesmo elemento teria sido ludibriado pelo Duo conduzindo à saída do mesmo. Apesar disso, também ouvi dizer por fonte próxima que este elemento teria sido "levado" pela PIDE, por alegadas ligações aos movimentos de libertação de então. Se foi, o que é certo é que em tantos anos, nunca ouvi o Raúl falar sobre José Alves Monteiro, nem sei se este ainda será vivo, mas a técnica imortalizou a voz destes 3 magníficos, como se pode ouvir nesta fabulosa versão de Palamiê de 1961 com arranjos de Emílio Vitória Pereira, para todos conhecido por Milo, (ou arranjos do próprio Vieira Dias).
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